11 fevereiro 2016

Tendências em Design de Serviço para 2016 da LiveWork

"Para o nosso artigo sobre tendências deste ano, descreveremos 5 caminhos que começaram a surgir em 2015 e que irão se tornar grandes em 2016. Muitas destas tendências de design de serviço não são completamente novas, mas todas elas têm ganhado impulso suficiente para impactar, de forma significativa, clientes e negócios.

Uso estratégico do design de serviço

Nós da Livework temos visto muitos clientes “early adopters” que trabalham conosco na busca por elevar a estratégia do negócio a um nível mais alto. Fazendo comparações com empresas tradicionais de consultoria em estratégia, percebe-se que o design de serviço tem algo diferente a oferecer e pode competir nesta área. Uma vez que queremos dizer que “estratégia” significa a definição das direções para o negócio, o design de serviço oferece uma abordagem refrescante e nova nesta direção ao utilizar um verdadeiro modelo centrado no cliente com habilidade de criar uma visão clara e convincente.

Design de serviço para serviços internos

É natural pensar em design de serviço como uma abordagem para projetar serviços ao cliente. Contudo, a Livework tem utilizado o design de serviço também para projetar negócios B2B e tem identificado, como próxima fronteira a ultrapassar, a utilização desta abordagem dentro das organizações. No Brasil, por exemplo, já realizamos projetos para repensar a maneira como áreas internas de Qualidade, Marketing e TI existem e se relacionam com as demais dentro de grandes organizações como Ambev, Itaú e Rabobank.

Enquanto as ferramentas são as mesmas, a aplicação do design de serviço para o cenário interno das organizações traz diferentes complicações relacionadas tanto à política interna, como aos silos organizacionais e ao desalinhamento entre áreas e equipes. Vimos isso quando desenvolvemos projetos para a JPMorgan, a BBC de Londres e a Coca-Cola e prever a existência destas questões está em ascensão. O desafio é atraente pelo fato de que o design de serviço possibilita a melhoria da experiência dos colaboradores no dia a dia, ajudando nos rendimentos de desempenho do negócio e assim trazendo muitos benefícios. Experiência que é muitas vezes esquecida pelas organizações.

Blueprint 

Mais foco nas necessidades e expectativas dos clientes de serviços digitais no lugar de digitalizar processos internos

O design de serviço empodera estratégias de TI

Em parceria com consultorias de TI percebemos que o design de derviço e a estratégia de TI compartilham de fundamentos comuns e possuem habilidades complementares. Contudo, o design de serviço fornece um contexto para os clientes que geralmente é esquecido em iniciativas de TI. Consideramos ser de de extrema importância definir prioridades e simplificar grandes iniciativas na empresa para entregar, de forma rápida e com sucesso, valor para o negócio.
Talvez, a mais valiosa contribuição da abordagem do design de serviço seja tornar as organizações mais ágeis por meio da prototipagem do engajamento dos clientes, eliminando riscos e hipóteses que podem ser a causa do insucesso de projetos com alto investimento.

Design de serviço oferece mais por menos

Uma coisa que vimos muito em 2015, e que é mais frustrante do que empolgante, foi a explosão de grandes projetos de design de serviço. Muitos grandes bancos embarcaram em projetos de transformação que envolveram muito investimento e grandes equipes. Isso nos faz lembrar de outros grandes projetos de tecnologia que falharam no passado. A Livework está convencida de que o design de serviço é uma maneira ágil, rápida e com custo efetivo para repensar um serviço e que, a melhor maneira de fazer isso, é com equipes pequenas e inteligentes. E só então a organização estará pronta para montar uma grande área que proponha uma visão estratégica para o negócio.

Design de serviço digital vai além do mapa da jornada do cliente

Em 2015 o impulso das organizações pela criação e implementação de serviços digitais trouxe consigo uma demanda crescente para projetar estas experiências. Contudo, as organizações precisam enfrentar o fato de que apenas identificar as percepções dos clientes ou mapear suas jornadas não é suficiente por si só para projetar os serviços que os clientes irão adotar e que as as próprias empresas serão capazes de entregar. Por isso, esperamos que as organizações se concentrem mais no que os clientes precisam e esperam de um serviços digital em vez de digitalizar, a qualquer custo e de qualquer maneira, os processos internos. Esperamos, também, que as organizações continuem lutando pelo alinhamento interno necessário e pelo compromisso das equipes.

2016 vai ser um ano ótimo para o Design de Serviço … e ainda tem muito mais por vir

Design de serviço está evoluindo para uma disciplina com mais relevância empresarial e maior impacto organizacional. Olhando para trás, as tendências do ano passado que prevemos para este ano apontavam para uma onda de projetos cada vez maiores, onde o design serviço iria desempenhar um papel crucial na entrega de valor para as empresas e seus clientes. É um momento emocionante para explorar o potencial do design de serviço e praticá-lo em novos desafios e situações."

04 fevereiro 2016

30 depoimentos, dicas, livros e links para novos (e velhos) designers



Excelente material para designers novos e para aqueles que já tem um tempo na estrada, sempre aprendemos algo.

Como profissional, sempre há alguém abaixo de você, mas sempre há alguém acima! 

 Veja em: Coletividad

03 fevereiro 2016

Novo Marco Legal da Inovação

Gostaria de compartilhar com vocês que o Marco Legal da Inovação do Brasil sofreu algumas alterações em razão da Lei nº 13.243, sancionada em 11 de janeiro de 2016. O objetivo da nova lei é aprimorar as ações para o incentivo à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico do país.
A seguir, destacamos as principais alterações.
O que é o novo Marco Legal da Inovação?
Consubstanciado na Lei nº 13.243, de 11 de janeiro de 2016, o novo marco legal atualizou principalmente a Lei da Inovação (Lei nº 10.973), que data de 2004, e também promoveu alterações nas leis que tratam das compras públicas, da atuação de Instituições Científicas e Tecnológicas e também Fundações de Apoio das universidades, além das leis que regem o trabalho de pesquisadores e professores. Ao todo, nove leis foram alteradas.
Principais mudanças para as empresas
a) Subvenção econômica: permissão para que os recursos sejam destinados para despesas de capital. Antes, era restrito apenas às despesas correntes.
b) Bônus tecnológico: será concedido às MPMEs por meio de subvenção econômica destinada ao pagamento pelo uso de infraestrutura de P&D, serviços tecnológicos, ou transferência de tecnologia.
c) Importação de insumos para pesquisa: permissão para que empresas se beneficiem de isenções e reduções do imposto de importação desde que estejam envolvidas na execução de projetos de P&D, cujos critérios e habilitação serão estabelecidos em regulamento.
d) Compartilhamento de infraestrutura: empresas de qualquer porte poderão utilizar a infraestrutura de Instituições Científicas e Tecnológicas públicas; antes era restrito apenas às MPEs.
e) Bolsas: previsão de bolsas de estímulo à inovação no ambiente produtivo, mas sem detalhar o modus operandi.
f) Participação minoritária do governo no capital social de empresas: esta possibilidade independe de serem empresas privadas de propósito específico, como era na primeira versão da Lei da Inovação. E nos casos em que o governo é sócio minoritário, a propriedade intelectual resultante será da empresa; anteriormente, deveria ser compartilhada entre todos os sócios.
g) Atração de centros de P&D de empresas estrangeiras: a União e os demais entes federativos deverão estimular e atrair estes centros.
Principais mudanças no contexto geral
a) Compras públicas I: a) a licitação passa a ser dispensável para a aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento, limitada, no caso de obras e serviços de engenharia, a R$ 300 mil; b) permissão para que o autor do projeto de pesquisa e desenvolvimento participe da licitação ou da execução de obra.
b) Compras públicas II: inclusão de órgãos e entidades dedicados à ciência, à tecnologia e à inovação dentre aqueles que podem usufruir do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), previsto na Lei nº 12.462/2011. O RDC foi utilizado para realização de obras do PAC, da Copa do Mundo e das Olimpíadas, e tem como principal objetivo agilizar a execução dos contratos.
c) Incubadoras de empresas, parques e polos tecnológicos: prevê explicitamente que haverá mecanismos para a operacionalização de atividades nesses ambientes, inclusive, eles poderão ser parceiros de Fundações de Apoio de universidades. Na versão anterior da Lei da Inovação, estava previsto apenas que o Estado poderia “apoiar a criação de ambientes de inovação, inclusive incubadoras e parques tecnológicos”.
d) Encomenda tecnológica: dispensa de licitação para a aquisição de produto que tenha sido alvo de encomenda tecnológica. A versão anterior da Lei da Inovação apenas autorizava o governo a fazer a encomenda, mas não abordava o processo de compra do resultado.
e) Aperfeiçoamento da gestão de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e Núcleos de Inovação Tecnológica: a) as ICTs públicas deverão instituir suas políticas de inovação, dispondo sobre a organização e a gestão dos processos; b) os NITs passam a ter um papel também voltado a negócios, e poderão constituir personalidade jurídica própria, sem fins lucrativos.
f) Pesquisadores estrangeiros: terão direito a visto temporário.
g) Docentes no regime de dedicação exclusiva: a eles será permitido: a) ocupar cargo de dirigente em Fundações de Apoio; b) receber bolsa de pesquisa; c) aumentar o número de horas que pode dedicar a atividades fora da universidade, de 120 horas para 416 horas anuais (8 horas/semana); d) exercer atividade remunerada de pesquisa, desenvolvimento e inovação; e) transpor, remanejar ou transferir recursos de categoria de programação para outra.
h) Importações de insumos para pesquisa: facilidade para importações de ICTs, pesquisadores, cientistas e empresas. Exceto as empresas, aqueles terão mais facilidades por terem credenciamento pelo CNPq.
i) Simplificação e transparência: é o que prevê as diretrizes gerais de procedimentos e prestação de contas.
Breve Parecer
Passados mais de dez anos da primeira Lei da Inovação, reconhecemos a necessidade de atualização da mesma e de suas leis correlatas. Sem dúvida, terá um impacto positivo em diferentes esferas do Sistema Nacional de Inovação.
No entanto, essa evolução poderia ser mais significativa se fosse mais ousada na revisão dos instrumentos de apoio à inovação para as empresas. Nossa principal crítica à lei aprovada é ela ter desconsiderado o aprimoramento dos incentivos fiscais à inovação e a necessidade de estendê-los às empresas que fazem a declaração de IRPJ pelo lucro presumido.
Ao fazer apenas mudanças pontuais nos mecanismos de apoio, somado a um ambiente de negócios hostil a investimentos de alto risco tecnológico, o Brasil poderá se distanciar ainda mais das principais rotas de desenvolvimento tecnológico do mundo.
Enquanto o apoio do governo à inovação no Brasil corresponde a 0,03% do PIB, nos Estados Unidos (apenas o federal) equivale a 0,27%, na França 0,37%, e na Coreia 0,38%, apenas para dar alguns exemplos.
Com isso, a FIESP será insistente junto aos parlamentares de modo a promover uma revisão agressiva nos instrumentos de apoio à inovação, em especial, nos incentivos fiscais.

Clique aqui para acessar o novo marco legal da inovação.

02 fevereiro 2016

Ilustrador Eduardo Borges

 

Como designers, a apresentação visual do projeto é crucial e deve ser sempre profissional. Recomendo então o colega ilustrador Eduardo Borges, já que uma apresentação não pode ser só de Software de Design.

Veja o seu portfólio em: Eduardoilustra

28 janeiro 2016

Por dentro da seleção do iF DESIGN AWARD 2016

** por Bruno Porto e Marco Aurélio Lobo Júnior em Design Brasil
 
Ao entrarmos no imenso galpão 52 do porto de Hamburgo é impossível não pensar na cena final de Caçadores da Arca Perdida, em que a poderosa — e perigosa — relíquia recuperada por Indiana Jones desaparece em um gigantesco armazém de contêineres e engradados. Emitindo exclamações de alegria e surpresa, os sessenta jurados da 63ª edição do iF DESIGN AWARD se perdem em meio aos 5.295 projetos inscritos, cuidadosamente organizados, em suas categorias específicas, e expostos, em sua maioria, sobre longas mesas que vão de uma extremidade a outra do enorme espaço.

Para se chegar às mesas é preciso passar por fileiras de móveis, equipamentos hospitalares (como mesas cirúrgicas e cadeiras de dentistas), barracas de camping (montadas), máquinas de lavar roupa (vinte e duas!), bicicletas, luminárias, pias e chuveiros (instalados em cenários que emulam banheiros), além de duas dúzias de carros, em suas maioria de empresas européias como Volkswagen, Aston Martin e Audi.

Considerado um dos principais selos de excelência em design do mundo, o iF DESIGN AWARD  foi criado na Alemanha em 1953, e reune anualmente um júri de especialistas para analisar e premiar projetos de design de produto, comunicação visual, embalagem, arquitetura e interiores, entre outros. A júri desta edição se reuniu entre 19 e 21 de janeiro de 2016 e selecionou um total de 1.821 projetos.

Durante este curto período, as 37 categorias desta edição foram analisadas por grupos de dois ou três jurados, cada um contando com dois assistentes. O principal pedido ao júri foi bem claro: selecionar cerca de 1/3 dos trabalhos enviados em cada categoria, os Top 30%. Isso é feito colando um adesivo verde ou vermelho nas fichas dos trabalhos, que contém uma breve descrição dos projeto, cliente, ano de produção, autoria e um QR Code que será lido pelos celulares dos assistentes, registrando e imediatamente contabilizando os resultados. Após a seleção dos projetos, cada grupo de jurados define um pequena quantidade de projetos para receberem o iF Gold Award.

Na orientação dada a todos antes do jantar de boas vindas, o diretor do iF, o alemão Ralph Wiegmann, esclarece que foram dois meses de preparação das inscrições – recebendo os trabalhos de 53 países – seguidos por dois meses de arrumação dos projetos no galpão: todos os objetos e pranchas estavam expostos da melhor forma possível para o julgamento, o que incluía réguas de tomadas para os produtos eletrônicos e elétricos, tablets para vídeos que complementavam os impressos, computadores para as inscrições digitais e uma área isolada para análise de projetos secretos, ainda não lançados e considerados segredos industriais. 

Ao júri era solicitado explicitamente não divulgar quaisquer informações discutidas ou tirar fotos. Também foi reforçado que, por respeito aos clients do iF, cada projeto deveria ser analisado individualmente, sem comparação com as demais inscrições. Diferente do iF Student Awards, não há uma pré-seleção do que chega até este júri. Se a organização alemã foi impecável, o processo de seleção não se diferencia em nada da maior parte de concursos e premiações realizados no Brasil: a atitude dos jurados é, de uma forma geral, extremamente ética e responsável, e o implacável tempo sempre joga contra.

A maioria esmagadora dos trabalhos enviados, em quaisquer categorias, eram de empresas e designers alemães, seguido por de outros países da Europa e Ásia, e em menor número de outros países. Isso era refletido na composição do júri: dos 60 jurados, 29 eram alemães, 19 vinham de outros países europeus, 10 eram asiáticos e 2 latino-americanos: um carioca (Bruno Porto, que participou no júri de publicações, tipografia, identidade corporativa, branding, publicidade e sinalização) e um mineiro (Marco Aurélio Lobo Júnior, que atuou no júri de produtos domésticos), ambos radicados em Brasília. 

Em mais de seis décadas de premiação, foram poucos os brasileiros que integraram o corpo internacional do júri do iF: os veteranos João Carlos Cauduro (1980), Guiseppe Bonsiepe (nas edições de 1999, 2002, 2004, 2007 e 2009) e Angela Carvalho (1994, 1997 e 2013), e, mais recentemente, Ronald Kapaz (2014), Gustavo Greco e Marcelo Rosenbaum (2015). A presença do Brasil no júri foi sendo conquistada nos últimos anos pelo aumento gradual de trabalhos brasileiros na competição — principalmente a partir de 2002 com o projeto Design Excellence Brazil, que até 2012 co-patrocinava inscrições estratégicas — que culminou com o país se tornando um dos dez mais premiados no iF na última década.
Praticamente todos os grupos de jurados contavam com um participante alemão e um asiático (ou ocidental com experiência de trabalho na Ásia). 

Vimos como isso era essencial para que todos os membros do júri pudessem compreender a adequação das soluções diante das necessidades dos clientes e mercados, mas principalmente dentro do contexto de uso de alguns produtos. Em muitos embates, entretanto, a opção pela estética européia prevalecia, com muita ênfase em forma + função.
Como historicamente a premiação é voltada ao design de produto — as categorias deste segmento contabilizam mais do que o dobro das de comunicação visual — nossa percepção é de que isso torna as decisões neste campo mais acirradas e meticulosas. 

Após a definição dos selecionados, era permitida a cada jurado de produto questionar até duas decisões feitas – fossem pela inclusão ou exclusão de um projeto – dos demais jurados de produto, com o veredito sobre as dúvidas sendo dado por voto da maioria, em assembléia.

Se este formato e características do julgamento torna a conquista de um iF DESIGN AWARD em projetos de produto mais difícil e prazerosa, ao mesmo tempo abre um espaço fértil para projetos de design gráfico, principalmente para empresas – contratantes ou autores dos projetos selecionados – que buscam ampliar sua atuação no exterior. É o que tem feito dezenas de empresas asiáticas que buscam essa chancela européia tanto para promover seus produtos em seus próprios países como para ganharem acesso a novos mercados.
Com base no que vivenciamos da dinâmica do processo de seleção desta edição, apresentamos abaixo algumas sugestões aos designers e empresas brasileiras que decidirem investir – o valor da inscrição desta edição variava entre 275€ e 350€ – na conquista de um iF DESIGN AWARD :

– O texto de descrição do projeto deve ser objetivo e técnico, estabelecendo de forma clara seu público alvo e contexto de uso. Se na ficha de inscrição não houver espaço para grande detalhamento, mantenha em seu site estas (e outras) informações em inglês. Houve casos em que o júri fez este tipo de consulta, principalmente quando havia a possibilidade de um iF Gold Award.

– Parece óbvio, mas não é: envie fisicamente o produto – mesmo gráfico, como livros, cartazes, papelarias, etc – ao invés de simplesmente em formato digital. Dada a alta qualidade dos projetos expostos durante o julgamento, é difícil não sentir a falta de uma análise mais próxima, real. Protótipos de projetos de produto tampouco são vistos com a mesma seriedade que os produtos em si.
– Curtos vídeos complementares ou demos são uma ótima pedida para websites, apps, campanhas publicitárias etc, bem como para produtos que possuam especificidades no seu uso. Desta forma é mais eficiente a comunicação ao júri dos aspectos do projeto que você deseja ressaltar.
– Para serem levadas à sério, as campanhas publicitárias inscritas devem ter um conceito forte aliado a uma direção de arte de altíssima qualidade. Deixem as meras sacadinhas criativas para prêmios como o D&AD e Cannes.
– Áreas sobrecarregadas (ou Se for inscrever é bom que seja EXCELENTE): anuários corporativos, embalagens de cerveja, máquinas de lavar roupa e purificadores de ar.
– O que apareceu pouco (ou Acreditamos que teriam boa chance de entrar): fontes tipográficas (principalmente famílias), projetos com ilustração de qualidade, campanhas publicitárias de bom gosto que geraram resultados, utensílios de cozinha, cutelaria, produtos têxteis, louças sanitárias.

Household / Tableware: os jurados Marco Aurélio Lobo Júnior (Brasil), Cecilie Manz (Dinamarca), Cristoph Boeninger (Alemanha), e as assistentes Kimberly Liu e Sandra Fischer.
Household / Tableware: os jurados Marco Aurélio Lobo Júnior (Brasil), Cecilie Manz (Dinamarca), Cristoph Boeninger (Alemanha), e as assistentes Kimberly Liu e Sandra Fischer.



Corporate Identity, Branding, Magazine /  Press / Publishing, Annual Report, Typography / Signage, Advertising, Events: os jurados Fabian Furrer (Suíça), Bruno Porto (Brasil), Kilian Strauss (Alemanha), Tammo Bruns (Alemanha) e Markus Kreykenbohm (Alemanha), e as assistentes Mareikke, Carmen, Louisa e Korinna.
Corporate Identity, Branding, Magazine /  Press / Publishing, Annual Report, Typography / Signage, Advertising, Events: os jurados Fabian Furrer (Suíça), Bruno Porto (Brasil), Kilian Strauss (Alemanha), Tammo Bruns (Alemanha) e Markus Kreykenbohm (Alemanha), e as assistentes Mareikke, Carmen, Louisa e Korinna.
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Marco Lobo é bacharel em Design pela Universidade de Brasilia, UnB, e Especialista em  Docência Universitária pelo Centro Universitário de Brasília, Uniceub. São 15 anos de experiência em políticas públicas de design e em promoção comercial internacional, sendo Assessor do Programa Brasileiro do Design, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Consultor do programa de promoção internacional do mobiliário brasileiro junto a Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário, Professor Adjunto do Departamento de Design da Univille – Joinville, SC. Foi gestor de Projetos da Apex-Brasil para os setores de Máquinas e Equipamentos, Design e Moda e assessor do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos – CGEE/MCTI. Atualmente é Consultor em Gestão da inovação e do design, Coordenador de Projetos do Instituto Europeu de Design, IED, e Professor do Curso de Design do Instituto de Ensino Superior de Brasília, IESB.
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Bruno Porto, coordenador do curso de Design Gráfico do Centro Universitário IESB, atua como designer gráfico, professor e consultor em design. O profissional se destaca nas áreas do design gráfico e da ilustração, tendo trabalhos expostos nas Américas, Ásia, África e Europa, e publicados em mais de 40 livros e revistas internacionais. É Coordenador Executivo pelo Brasil da Bienal de Tipografia Latino-Americana (TIPOS LATINOS); membro do Conselho Diretor da Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB) e dos Conselhos Consultivos da Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal (ADEGRAF) e da Associação dos Designers Gráficos (ADG Brasil). Foi nomeado Embajador del Diseño Latino pelo Comité de Diseño Latino no Foro de Escuelas de Diseño 2015.

27 janeiro 2016

O portfolio perfeito para o publicitario e designer

Do colega Rogerio Morais um post muito interessante de como chegar ao portfólio perfeito!

" Há algum tempo postei no Assuntos Criativos uma mensagem de que vamos colocar os portfolios de nossos leitores, a partir dai passamos a receber diversos e-mails com os portfólios dos mais variados tipos.
Mas infelizmente a galera ainda tem vários erros mortais que eliminam até o melhor dos candidatos numa seleção, por isso que estou demorando tanto para postar os portfolios que prometi.

Para quem não conhece, o publicitário Eugênio Mohallem criou um Manual do Estágiário, é um guia e quase um dossiê de como montar um portfolio de arte para publicitário. O manual é tão bom que apesar de ser antigo, serve até hoje também para quem é designer ou quem já está no mercado a anos.

Se você não tiver paciência de ler (mas devia), aqui vão algumas dicas principais do que pode queimar seu filme no portfólio.

1ª) Jogue fora seu currículo. Como a imagem acima sugere, esqueça o currículo mesmo que online. Com um bom portfólio ninguém vai querer saber se você estudou na faculdade X ou Y, nem se você fez curso de inglês, muito menos o número do seu RG (tem gente que ainda põe isso). O selecionador vai se concentrar no que pode fazer por ele.
Você fez curso de Photoshop? Tô nem ai, tem gente que não fez e sabe mexer melhor do que você.
No lugar disso faça um resumo do seu perfil em 5 ou 6 linhas, pense como o Twitter, onde 140 caracteres bastam para mandar uma mensagem.

2ª) Não seja pato. É uma regra das boas agências não contratar profissionais patos.
O pato é um dos poucos animais da natureza que sabem andar, nadar e voar, mas não fazem nenhuma dessas coisas direito. Portanto você que é designer de embalagens, de logos, de revista, de vídeo, de web e afins por incrível que pareça vai ter menos chance no mercado. 
O melhor é se especializar naquilo que você melhor se encaixa.
É que nem minha prima, que fez administração e já tinha trabalhado numa confeitaria, e outro dia mandou currículo para o Bradesco sem dizer que cargo queria, depois de um tempo chamaram ela para copeira. Lógico que não aceitou, mas perdeu uma chance, pois alguém que poderia ter dado um emprego dentre tantos currículos leu o dela, mas não sabia o que ela queria.

Se mesmo assim você insistir nesta idiotice eclética por necessidade financeira, faça portfolios diferentes em sites diferentes onde quem visita um não tem como saber da existência do outro. Por exemplo Ilustração, Design, Publicidade, etc.

3ª) Tenha senso crítico. Coloque no seu portfolio apenas as melhores peças que você foi capaz de produzir. Eu sei que você passou noites em claro fazendo esses materiais e quando prontos são como um filho para você, mas nem todos nascem com a sua cara, ou a cara de como você quer parecer, então esconda o teste de DNA e negue qualquer envolvimento, diga que é filho do cliente.

Aliás, se o cliente aprovou provavelmente não serve para seu portfolio. Todos bons designers e publicitários tem 80% a 100% de seus portifolios formado por peças fantasmas, por que você quer ser diferente?

4ª) Não basta ser fantasma, tem que causar espanto. Esta é a regra que todo mundo quer, que é a de fazer as melhores peças. Na verdade eu também não darei esta regra pois ela não existe.
Não existe uma fórmula ou um segredo para se fazer um bom portfolio. O que existe é muito trabalho, dedicação, tentativas e muitos erros. Só assim você poderá chegar a algum resultado.
Tirando aqueles estalos milagrosos que acontecem a cada 75 anos, pense que é necessárias 20 a 40 tentativas para sugir um bom logo ou anúncio.
Não plageie, mas você pode buscar inspiração em sites ou blogs especializados. Aqui vai uma lista de sites para se inspirar clique no link: LISTA.
Imagine se algum de seus trabalhos está a altura de aparecer neles.

5ª) Como apresentar online? A não ser que você seja webdesigner, você não tem obrigação nenhuma de ter o site mais bonito da web. Lógico que a apresentação conta, mas um designer produto não precisa saber Flash ou código ActionScript no seu dia a dia e se ele souber, voltariamos com a história do "pato".
Você pode usar álbuns simples de fotos como o Picasa ou o Flickr.
Mas se mesmo assim você acha que apresentação é tudo você pode contratar um bom WebDesigner e serviço de hospedagem ou usar o Carbonmade, o Deviantart, Kawek ou o Sites Google.
Não aconselho o uso de blogs. Eles têm a vantagem do selecionador poder assinar o RSS (o que quase nunca acontece), mas pecam pelo layout. Se optar pelo blog busque templates mais bonitos.
Atenção eu já vi sites muito sites bonitos com portfolios horríveis e me deu mais raiva do que se eu tivesse visto em outro lugar.

6ª) Poupe o tempo do selecionador. Provavelmente o selecionador também será seu futuro diretor de arte e o que ele menos quer é um subalterno que faça ele perder tempo. Como ele é um cara ocupado com tantos jobs em sua mesa, clientes te dando dor de cabeça e uma lista de portfolios para ver em sua caixa de entrada. Mostre que você é direto e prático desde antes dele te conhecer. Faça um portfolio objetivo com apenas 10 a 15 peças.
"Mas isso é pouco para mostrar o que sei. E meus outros filhos?" Como na história do twitter seja sucinto, se ele abrir uma página com o 50 trabalhos provavelmente vai fechar o navegador antes de ver os 5 primeiros que talvez nem sejam os melhores.
E quanto a história dos outros filhos, deixe isso para outro dia numa conversa informal.
Estas regras ainda são poucas, mas eliminam os erros mais graves.

Se você preferir envie seu portfolio para nosso blog."

Original publicado em Linkedin

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